terça-feira, setembro 20, 2011


Aquilo

Pequeninas ações sem mentira valem muito mais que bonitas palavras sem verdade. Porque aquilo que realmente tem significado quase sempre não precisa ser explicado, compreendido, mas sim sentido. E aquilo nada mais é que a mão que se estende, o abraço que acalenta, o olhar que é suave, o silêncio que é doce e que grita tão alto, ecoa pelo mundo, mesmo que só tenha sido presenciado por nós. Antes, agora e depois, é isso mesmo o que importa. Bastando por si só.

Linda: Cecília Barbosa
2

domingo, agosto 14, 2011


Sendo.

Conscientemente distraída, com visão amplamente limitada, apegada àquilo que chama de suas certezas. Exagerada nos dramas, nas gargalhadas, no tom de voz. Faz de trivialidades verdadeiros contos e, muitas vezes, se faz de cega para o que realmente dizem importar. Com toda sua personalidade forte, cabelos volumosos e ar de quem-não-tá-nem-aí, sonha com alguém que ceda gentilmente seu ombro pra recostar a cabeça cheia de pensamentos alados e que olhe para ela como alguém realmente especial.


Insegura, pequena, mas ao mesmo tempo, veja só, com uma força tão grande, tão maior do que se pode imaginar. Com uma coragem rara de enfrentar a si mesma e tentar entender sempre o que é essencialmente incompreensível. Uma mania estranha de querer deixar com quem se encontra algo bom, nem que seja só um sorriso num dia não tão bonito pra si ou para quem a vê. Presunçosa, egocêntrica, impura. Vivendo com os dois pés atrás e a cabeça nas nuvens. Toda cheia de razão, mas, lá no fundo, louca pra perdê-la por alguém que pare para enxergá-la assim e sinta vontade de permanecer, de ficar um pouco mais. E é assim que tem sido... até quando não for mais.

Linda: Cecília Barbosa
3

terça-feira, julho 26, 2011


Muda!

E se não for? E se for? Como é que faz pra saber se é? Ah, só vou se tiver certeza. E dá pra ter? O que quero eu sei, mas não tenho noção se é esse o caminho que vai me fazer alcançar, se é que dá pra ser assim “alcançado”, capturado, seguro, palpável. Um medo danado de errar mais uma vez. De arrepender, de doer, de arriscar. Mas que adianta prever? O você mudou. O eu também. O tempo, a história, a tal da circunstância. Mudou . Passou. Pensando assim, não vejo porque não. Pode até ser bom. E se não for, que pena! Vai passar. Que seja, sinta e passe, então. Mais uma vez. 




Linda: Cecília Barbosa
0

sexta-feira, julho 15, 2011


Ponto e vista.

Sempre há um ponto. De chegada, de partida, de interrogação, de exclamação, final. Um ponto. Há também caminhos. Na verdade, há vários caminhos, é só escolher e ir, e escolher e ir, e escolher e ir... Sem pretextos, amarras ou medos. Ir. Olhar pra trás apenas pra recordar dos sorrisos que sorriram, e que sempre ficarão guardados. Sem parar. Só seguir. Ir. Equilibrar o sentir e o pensar. Saber assumir a responsabilidade sobre a vida e ter orgulho disso.  Enxergar-se com carinho e respeito e permitir que se aproximem os que vão acrescentar, ao invés de tirar, e caminhar junto, seja por uma hora, um dia, por longos anos, sempre. Respeite. Considere. Mas faça isso apenas por si e por quem souber acolher essas raridades, afinal de contas, gastar o que se tem de melhor com o que não tem qualidade, definitivamente, não convém. Estabeleça limites, para você, para os que ama, para os que não ama também, principalmente, inclusive. Aprenda a enxergar as situações de uma forma diferente, sempre buscando o que é realmente melhor (para você!). Talvez consiga, aos poucos, descobrir o que te faz feliz de fato e não de ilusão. Porque tudo na vida é uma questão, um ponto. Questão de ponto, e de vista.




Linda: Cecília Barbosa
2

terça-feira, julho 12, 2011


Re-aja

Circunstâncias. Emoções. Sentimentos. Sensações. Ações. Reações. É disso que vivemos.
Fazer história nada mais é que caminhar rumo ao novo que desabrocha todo dia.
Viver nada mais é que permitir-se agir, reagir, sentir, doer, descobrir, crescer, aprender sem limitar, ser o que é, construir o que será.
Caminhe. Faça. Sinta. Cresça. Aja. Ontem, hoje, amanhã.


Re-aja, hoje e sempre.









Linda: Cecília Barbosa
0

quinta-feira, julho 07, 2011


Ela


Ela não estava bem. Definitivamente, não estava bem. Sim, verdade que ela sorria, bebia, saía com os amigos...acontece que ela começa a sentir novamente aquela vontade de se fechar pro mundo. Lembra daquele período de isolamento? Celular desligado, redes sociais desatualizadas, nada de cartas, e-mails. As pessoas perguntam: cadê o sorriso daquela moça? Meu Deus, logo o sorriso. Ela sorría linda e facilmente. E se perdeu. Há quem diga que aquele moço que provocou tantos sorrisos levou-os quando foi embora.
Ele foi embora.
Ele foi, porque não havia explicação. Nenhuma explicação. Ela tanto se perguntou, esperou, quis e ele foi embora. Levou o sorriso e um pedaço do cabelo (é, ela cortou. Mulher tem dessas coisas de mudar o cabelo diante das mudanças da vida), mas esqueceu de levar as lembranças...
Ah, ela vai chorar um pouco. Vai almoçar com uma amiga que passa por algo parecido, afogar as mágoas, quem sabe tomar uma caipirinha(não, ela decidiu parar de beber). Depois vai pra casa arrumar os cabelos, as unhas estão boas, vai dormir algumas noites e outras não. Vai acordar, jogar uma água no rosto e despertar. É nisso que ela se apega! As paixões virão verdadeiras, os amores serão intensos, a vida ainda vai valer muito a pena.

Linda: Amanda Deodato
1

segunda-feira, junho 13, 2011


O vento (ou o que lhe aprouver)

É como o vento. Sei que é vital, não consigo ver, só sinto e respiro. Dependo dele. Vivo por causa dele. Por vezes vem leve, como brisa, mas de forma tão inigualável, tão especial. Em outras vem forte, devastando, destruindo, limpando, arrancando. E dói.  Mas é tão indispensável. Está sempre presente, mas é tão lindo quando faz a sutil questão de ser notado. E o que nos resta é saborear, mesmo sendo sem sabor. É desentender, “desexplicar”, descomplicar, suavizar, sentir e só. Cada vez mais e melhor, e sempre.


Linda: Cecília Barbosa
2