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segunda-feira, junho 13, 2011


O vento (ou o que lhe aprouver)

É como o vento. Sei que é vital, não consigo ver, só sinto e respiro. Dependo dele. Vivo por causa dele. Por vezes vem leve, como brisa, mas de forma tão inigualável, tão especial. Em outras vem forte, devastando, destruindo, limpando, arrancando. E dói.  Mas é tão indispensável. Está sempre presente, mas é tão lindo quando faz a sutil questão de ser notado. E o que nos resta é saborear, mesmo sendo sem sabor. É desentender, “desexplicar”, descomplicar, suavizar, sentir e só. Cada vez mais e melhor, e sempre.


Linda: Cecília Barbosa
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quinta-feira, fevereiro 24, 2011


Um Somatório

E aquilo nunca chega. E ela se culpa. E, na sua ânsia e sua teimosia garante que pra que aconteça só depende dela. E se culpa de novo. Já consegue entender que isso não é verdade. Seu grande mérito é querer nada menos que merece, é querer melhor, à altura. E é isso que acaba sendo seu motivo de frustração, mesmo que passageira. Uma mulher que sabe bem o que quer, mas que sabe como é difícil lutar por tudo isso. E que se cansa. Ah, ela cansa. E berra. E se sente só. Não vazia, mas só. Ser quem ela quer ser é ainda um desafio, uma luta diária contra si mesma, contra aquilo que se pensa e não quer mais pensar, por aquilo que tem que abandonar, que permitir, que deixar chegar, que deixar passar. E vem a insatisfação, a dúvida, o pensamento. E ela pensa. Duvida, mas acaba saindo dessas recaídas duvidosas ainda mais cheia de certeza. É isso mesmo que ela quer. E é bom saber que está caminhando bem, tombando, levantando, mas caminhando, fazendo o seu caminho. Um mulher que quer ser. Uma mulher que é.


Linda: Cecília Barbosa
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