domingo, agosto 14, 2011


Sendo.

Conscientemente distraída, com visão amplamente limitada, apegada àquilo que chama de suas certezas. Exagerada nos dramas, nas gargalhadas, no tom de voz. Faz de trivialidades verdadeiros contos e, muitas vezes, se faz de cega para o que realmente dizem importar. Com toda sua personalidade forte, cabelos volumosos e ar de quem-não-tá-nem-aí, sonha com alguém que ceda gentilmente seu ombro pra recostar a cabeça cheia de pensamentos alados e que olhe para ela como alguém realmente especial.


Insegura, pequena, mas ao mesmo tempo, veja só, com uma força tão grande, tão maior do que se pode imaginar. Com uma coragem rara de enfrentar a si mesma e tentar entender sempre o que é essencialmente incompreensível. Uma mania estranha de querer deixar com quem se encontra algo bom, nem que seja só um sorriso num dia não tão bonito pra si ou para quem a vê. Presunçosa, egocêntrica, impura. Vivendo com os dois pés atrás e a cabeça nas nuvens. Toda cheia de razão, mas, lá no fundo, louca pra perdê-la por alguém que pare para enxergá-la assim e sinta vontade de permanecer, de ficar um pouco mais. E é assim que tem sido... até quando não for mais.

Linda: Cecília Barbosa
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terça-feira, julho 26, 2011


Muda!

E se não for? E se for? Como é que faz pra saber se é? Ah, só vou se tiver certeza. E dá pra ter? O que quero eu sei, mas não tenho noção se é esse o caminho que vai me fazer alcançar, se é que dá pra ser assim “alcançado”, capturado, seguro, palpável. Um medo danado de errar mais uma vez. De arrepender, de doer, de arriscar. Mas que adianta prever? O você mudou. O eu também. O tempo, a história, a tal da circunstância. Mudou . Passou. Pensando assim, não vejo porque não. Pode até ser bom. E se não for, que pena! Vai passar. Que seja, sinta e passe, então. Mais uma vez. 




Linda: Cecília Barbosa
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sexta-feira, julho 15, 2011


Ponto e vista.

Sempre há um ponto. De chegada, de partida, de interrogação, de exclamação, final. Um ponto. Há também caminhos. Na verdade, há vários caminhos, é só escolher e ir, e escolher e ir, e escolher e ir... Sem pretextos, amarras ou medos. Ir. Olhar pra trás apenas pra recordar dos sorrisos que sorriram, e que sempre ficarão guardados. Sem parar. Só seguir. Ir. Equilibrar o sentir e o pensar. Saber assumir a responsabilidade sobre a vida e ter orgulho disso.  Enxergar-se com carinho e respeito e permitir que se aproximem os que vão acrescentar, ao invés de tirar, e caminhar junto, seja por uma hora, um dia, por longos anos, sempre. Respeite. Considere. Mas faça isso apenas por si e por quem souber acolher essas raridades, afinal de contas, gastar o que se tem de melhor com o que não tem qualidade, definitivamente, não convém. Estabeleça limites, para você, para os que ama, para os que não ama também, principalmente, inclusive. Aprenda a enxergar as situações de uma forma diferente, sempre buscando o que é realmente melhor (para você!). Talvez consiga, aos poucos, descobrir o que te faz feliz de fato e não de ilusão. Porque tudo na vida é uma questão, um ponto. Questão de ponto, e de vista.




Linda: Cecília Barbosa
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terça-feira, julho 12, 2011


Re-aja

Circunstâncias. Emoções. Sentimentos. Sensações. Ações. Reações. É disso que vivemos.
Fazer história nada mais é que caminhar rumo ao novo que desabrocha todo dia.
Viver nada mais é que permitir-se agir, reagir, sentir, doer, descobrir, crescer, aprender sem limitar, ser o que é, construir o que será.
Caminhe. Faça. Sinta. Cresça. Aja. Ontem, hoje, amanhã.


Re-aja, hoje e sempre.









Linda: Cecília Barbosa
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quinta-feira, julho 07, 2011


Ela


Ela não estava bem. Definitivamente, não estava bem. Sim, verdade que ela sorria, bebia, saía com os amigos...acontece que ela começa a sentir novamente aquela vontade de se fechar pro mundo. Lembra daquele período de isolamento? Celular desligado, redes sociais desatualizadas, nada de cartas, e-mails. As pessoas perguntam: cadê o sorriso daquela moça? Meu Deus, logo o sorriso. Ela sorría linda e facilmente. E se perdeu. Há quem diga que aquele moço que provocou tantos sorrisos levou-os quando foi embora.
Ele foi embora.
Ele foi, porque não havia explicação. Nenhuma explicação. Ela tanto se perguntou, esperou, quis e ele foi embora. Levou o sorriso e um pedaço do cabelo (é, ela cortou. Mulher tem dessas coisas de mudar o cabelo diante das mudanças da vida), mas esqueceu de levar as lembranças...
Ah, ela vai chorar um pouco. Vai almoçar com uma amiga que passa por algo parecido, afogar as mágoas, quem sabe tomar uma caipirinha(não, ela decidiu parar de beber). Depois vai pra casa arrumar os cabelos, as unhas estão boas, vai dormir algumas noites e outras não. Vai acordar, jogar uma água no rosto e despertar. É nisso que ela se apega! As paixões virão verdadeiras, os amores serão intensos, a vida ainda vai valer muito a pena.

Linda: Amanda Deodato
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segunda-feira, junho 13, 2011


O vento (ou o que lhe aprouver)

É como o vento. Sei que é vital, não consigo ver, só sinto e respiro. Dependo dele. Vivo por causa dele. Por vezes vem leve, como brisa, mas de forma tão inigualável, tão especial. Em outras vem forte, devastando, destruindo, limpando, arrancando. E dói.  Mas é tão indispensável. Está sempre presente, mas é tão lindo quando faz a sutil questão de ser notado. E o que nos resta é saborear, mesmo sendo sem sabor. É desentender, “desexplicar”, descomplicar, suavizar, sentir e só. Cada vez mais e melhor, e sempre.


Linda: Cecília Barbosa
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sábado, maio 07, 2011


Mãe


Cecília Barbosa sobre Dona Terezinha
A minha tem mãos pequenas cheias de sinaizinhos e o dedão da sua mão direita é mais gordinho que o da mão esquerda. Ela é destra, mas tem muito mais força na mão canhota. Fazemos aniversário no mesmo dia.  Ela também é pisciana, dramática e coração de manteiga como eu. Quase nunca diz não, mas sempre soube me lembrar dos meus limites e das conseqüências das minhas ações e isso foi mais do que suficiente. A gente briga um bucado. A gente se cheira e se abraça um bucado maior ainda. A gente conversa sobre tudo, tudo mesmo. E definitivamente nós não temos uma relação convencional. Somos diferentes, sim. E eu amo tanto isso. Ela me conhece como ninguém. Fala dos meus defeitos como ninguém também e eu acho isso tão irritante, mas único, indispensável. Quando ela sorri, sorri com vontade e bem largo, e depois dá uma tossidinha, sempre. Também é cacheadinha, mas não tem muitas vaidades. Não usa brincos. Colares ela gosta. Tem os olhos cor de mel mais lindos e brilhantes que já me olharam. Baixinha de pernas grossas e torneadas. É linda. É minha. É o broto a quem tanto amo e me faz ter motivos pra querer ser cada vez melhor.

Amanda Deodato sobre Dona Mena
Mamis é uma baixinha magra e bem forte. Ela tem um rosto de traços delicados e uns olhos verdes (que eu não herdei) meio cansados. Mamis é de uma sinceridade elegantíssima e alguns cabelos brancos (que ela pinta). Gosta de batom, brincos pequenos e chama maquiagem de reboco. Irônica (isso eu herdei), tem dentes perfeitos e é dona de uma gargalhada tão rara quanto contagiante. Poucas vezes a vi chorando e assistindo televisão. Mamis ama ler, tem pavio curto e não se mete em meus relacionamentos. Possui uma mania de limpeza e um perfeccionismo irritante. É muito espiritual e de uma simplicidade que a torna linda. Nós adoramos conversar, temos uma boa relação. Ela está sempre com aquele cheirinho bom que só ela tem. Não é cacheada nem tem sardas. É aquela com quem troco todas as noites o “Boa noite, até amanhã. Jeová te guarde!”. Essa é minha mãe e me deu os melhores irmãos do mundo. Mamis é muito mais do que eu possa escrever. Porque mãe é isso mesmo: é mulher, é linda, é mais que tudo, apesar de tudo e acima de tudo. Mãe é TUDO (com letra maiúscula e muito amor).





Sobre Mãe
Mãe é ternura, renúncia e doçura. Mãe é se preocupar com a alimentação dos filhos mesmo quando eles tem 21 anos. Mãe é ponte, elo e origem. Mãe é aquele cheirinho. É o remédio certo pra cada doença, mãe é intuição divina, é mandar levar a sombrinha ou o guarda-chuva, é ser e fazer doce. Mãe é aquele cobertor na madrugada fria, mãe é tia dos amigos e mãe é presente. Presente, passado e futuro. Mãe é aquele abraço quando a gente chega de viagem. Mãe é abrir mão, mãe é ver e fazer crescer, é cuidar durante muito tempo e depois ver partir. Mãe é saudade, é coração sem tamanho, é dar a mão e amar incondicionalmente. Mãe é dar amor e asas pra voar. Mãe é a maior liberdade e o que há de melhor. É sorte grande e é sensação indescritível de quem não a tem mais. Mãe é pra sempre e por sempre. Mãe é a linda sem aspas mais linda sem aspas do mundo. Mãe é mãe, e isso basta.



Lindas: Amanda Deodato e Cecília Barbosa
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