Cada vez que me lembro, revivo, sorrindo, as emoções da minha vida. Encontro atitudes imaturas, pensamentos infantis, ilusões alimentadas com a mais certa das realidades. Me disfaço de algumas delas, a outras ainda me apego e por elas tenho grande estima, como se não fizessem mal caso fiquem um pouco mais comigo. Só um pouquinho. Postergo-as. Teimo em procrastinar com essas minhas ilusões, mentindo pra mim que me livro delas quando quiser, mesmo que seja em cima da hora. Nessa busca de abandonar o que quase sempre esteve comigo, é inevitável não sentir uma certa nostalgia. Não é que eu queira só realidade, quero apenas um pouco menos de ilusão.
Linda: Cecília Barbosa




