Precisava de afeto. Não tinha pensamentos estruturados ou
que fizessem algum sentido. Queria fugir, sentir-se livre. Mas ao mesmo tempo
esconder-se, refugiar-se dos espinhos desse mundo que teimam em abrir as
feridas que pensava já estarem cicatrizadas.
Os ciclos se repetem e ela não sabe como fazer com que a história tenha
um enredo diferente. Erra, achando que acertou. Fere, machuca. É ferida,
machucada. Sofre pelo que não sente e pelo que não sabe que sente. Sente. Quer
repousar. Agora tanto faz. Simplesmente não sabe e, perdida, zonza, deita,
chora, para. Deixa ser o que será.sábado, agosto 11, 2012
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Precisava de afeto. Não tinha pensamentos estruturados ou
que fizessem algum sentido. Queria fugir, sentir-se livre. Mas ao mesmo tempo
esconder-se, refugiar-se dos espinhos desse mundo que teimam em abrir as
feridas que pensava já estarem cicatrizadas.
Os ciclos se repetem e ela não sabe como fazer com que a história tenha
um enredo diferente. Erra, achando que acertou. Fere, machuca. É ferida,
machucada. Sofre pelo que não sente e pelo que não sabe que sente. Sente. Quer
repousar. Agora tanto faz. Simplesmente não sabe e, perdida, zonza, deita,
chora, para. Deixa ser o que será.segunda-feira, outubro 31, 2011
Acolhida
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Abra-se. Escuta as palavras doces que te falam, os abraços sinceros que te oferecem e guarda-os. Deixe que se aproximem o que e quem é de verdade. Sim, esse tipo de coisa existe e está mais perto do que se possa imaginar. É só querer colher. Acolher. Não que seja fácil. Não pretendo falar de facilidades. Não se trata disso. Acredito que seja mais uma questão de percepção. Não quero parecer inconveniente. Longe de mim. Só desejo que você perceba. Colha. Acolha. Não deixe passar despercebido. Não deixe que o que é tão raro te escape. Não deixe que canse, que passe. Não deixe.
Linda: Cecília Barbosa
terça-feira, setembro 20, 2011
Aquilo
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Pequeninas ações sem mentira valem muito mais que bonitas palavras sem verdade. Porque aquilo que realmente tem significado quase sempre não precisa ser explicado, compreendido, mas sim sentido. E aquilo nada mais é que a mão que se estende, o abraço que acalenta, o olhar que é suave, o silêncio que é doce e que grita tão alto, ecoa pelo mundo, mesmo que só tenha sido presenciado por nós. Antes, agora e depois, é isso mesmo o que importa. Bastando por si só.Linda: Cecília Barbosa
domingo, agosto 14, 2011
Sendo.
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Conscientemente distraída, com visão amplamente limitada, apegada àquilo que chama de suas certezas. Exagerada nos dramas, nas gargalhadas, no tom de voz. Faz de trivialidades verdadeiros contos e, muitas vezes, se faz de cega para o que realmente dizem importar. Com toda sua personalidade forte, cabelos volumosos e ar de quem-não-tá-nem-aí, sonha com alguém que ceda gentilmente seu ombro pra recostar a cabeça cheia de pensamentos alados e que olhe para ela como alguém realmente especial.
Insegura, pequena, mas ao mesmo tempo, veja só, com uma força tão grande, tão maior do que se pode imaginar. Com uma coragem rara de enfrentar a si mesma e tentar entender sempre o que é essencialmente incompreensível. Uma mania estranha de querer deixar com quem se encontra algo bom, nem que seja só um sorriso num dia não tão bonito pra si ou para quem a vê. Presunçosa, egocêntrica, impura. Vivendo com os dois pés atrás e a cabeça nas nuvens. Toda cheia de razão, mas, lá no fundo, louca pra perdê-la por alguém que pare para enxergá-la assim e sinta vontade de permanecer, de ficar um pouco mais. E é assim que tem sido... até quando não for mais.
Linda: Cecília Barbosa
terça-feira, julho 26, 2011
Muda!
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E se não for? E se for? Como é que faz pra saber se é? Ah, só vou se tiver certeza. E dá pra ter? O que quero eu sei, mas não tenho noção se é esse o caminho que vai me fazer alcançar, se é que dá pra ser assim “alcançado”, capturado, seguro, palpável. Um medo danado de errar mais uma vez. De arrepender, de doer, de arriscar. Mas que adianta prever? O você mudou. O eu também. O tempo, a história, a tal da circunstância. Mudou . Passou. Pensando assim, não vejo porque não. Pode até ser bom. E se não for, que pena! Vai passar. Que seja, sinta e passe, então. Mais uma vez.
Linda: Cecília Barbosa
Linda: Cecília Barbosa
sexta-feira, julho 15, 2011
Ponto e vista.
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Sempre há um ponto. De chegada, de partida, de interrogação, de exclamação, final. Um ponto. Há também caminhos. Na verdade, há vários caminhos, é só escolher e ir, e escolher e ir, e escolher e ir... Sem pretextos, amarras ou medos. Ir. Olhar pra trás apenas pra recordar dos sorrisos que sorriram, e que sempre ficarão guardados. Sem parar. Só seguir. Ir. Equilibrar o sentir e o pensar. Saber assumir a responsabilidade sobre a vida e ter orgulho disso. Enxergar-se com carinho e respeito e permitir que se aproximem os que vão acrescentar, ao invés de tirar, e caminhar junto, seja por uma hora, um dia, por longos anos, sempre. Respeite. Considere. Mas faça isso apenas por si e por quem souber acolher essas raridades, afinal de contas, gastar o que se tem de melhor com o que não tem qualidade, definitivamente, não convém. Estabeleça limites, para você, para os que ama, para os que não ama também, principalmente, inclusive. Aprenda a enxergar as situações de uma forma diferente, sempre buscando o que é realmente melhor (para você!). Talvez consiga, aos poucos, descobrir o que te faz feliz de fato e não de ilusão. Porque tudo na vida é uma questão, um ponto. Questão de ponto, e de vista.
Linda: Cecília Barbosa
Linda: Cecília Barbosa
terça-feira, julho 12, 2011
Re-aja
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Fazer história nada mais é que caminhar rumo ao novo que desabrocha todo dia.
Viver nada mais é que permitir-se agir, reagir, sentir, doer, descobrir, crescer, aprender sem limitar, ser o que é, construir o que será.
Caminhe. Faça. Sinta. Cresça. Aja. Ontem, hoje, amanhã.
Re-aja, hoje e sempre.
Caminhe. Faça. Sinta. Cresça. Aja. Ontem, hoje, amanhã.
Re-aja, hoje e sempre.
Linda: Cecília Barbosa








